Em 2010, durante minha segunda gravidez descobri um tumor desmóide na parede reto-abdominal esquerda. Em 2011, fiz a ressecção deste incômodo tumor e do músculo descrito acima.
Fiquei muito mal, não conseguia aceitar a definição de fibromatose agressiva como uma neoplasia benigna, pois estava mutilada, com sequelas e fazendo buscas semestrais por novas tumorações.
Após pouco tempo operada, engravidei e tive uma gravidez relativamente tranquila e minha caçula nasceu.
Sigo sem recidivas, mas com uma profunda mágoa por esta doença tão enigmática, tanto para médicos, quanto para pacientes, ser classificada como algo benigno. Tenho preocupação com o fato de não haver tratamento eficiente e uma cura.
Hoje, penso em mobilizar pessoas no Brasil que sofrem com a doença para pressionar a categoria médica por uma classificação justa para o tumor desmóide, já que não querem classificá-lo como câncer, que também não digam que é benigno.
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