O prognóstico da nefropatia por IgA é muito variável. Os casos mais leves podem até apresentar cura espontânea. Nos mais graves, o paciente acaba por desenvolver insuficiência renal crônica avançada, necessitando de hemodiálise.
Na maioria dos casos, a doença de Berger costuma ser uma doença de progressão muito lenta. Em 20 anos, menos de 30% dos paciente vão precisar entrar em hemodiálise. Algum dados podem predizer a evolução clínica. São fatores de mau prognóstico:
Apresentar creatinina elevada no momento do diagnóstico.
Apresentar progressiva elevação da creatinina ao longo do tempo, apesar dos tratamentos.
Apresentar proteinúria importante persistentemente, normalmente acima de 1,5g por dia.
Apresentar hipertensão têm maior risco de evoluírem para insuficiência renal crônica.
Apresentar na biópsia renal avançado grau de fibrose e atrofia das estruturas dos rins, como túbulos, vasos sanguíneos e glomérulos.
Ao contrário do que possa parecer, a simples presença de hematúria macroscópica recorrente (sem os fatores listados acima) não indica um pior prognóstico.