Devido à falta de ar os pacientes acabam limitando a realização de atividades físicas em casa e no trabalho. Como consequência, a musculatura do corpo, em especial das pernas e braços, é menos utilizada e tende a se atrofiar. O surgimento de musculatura fraca contribui para piora ainda maior da capacidade de exercício dos pacientes. Na verdade, músculos dos membros mal condicionados limitam a capacidade de exercício dos doentes e contribuem para piora da falta de ar.
Alguns estudos publicados na literatura já mostraram que a realização de exercícios pode ser boa para pacientes com fibroses pulmonares. O treinamento físico pode levar a aumento da distância caminhada em testes padronizados, melhora da qualidade de vida e alguma redução da falta de ar. Infelizmente tais benefícios tendem a desaparecer, se os pacientes não mantiverem continuamente algum grau de atividade física a longo prazo.
Portanto, hoje está claro que o sedentarismo não é bom para pessoas sadias, nem para pacientes com doenças pulmonares!
É importante que os pacientes com fibrose pulmonar discutam a questão da realização de exercícios com os seus médicos. O médico é quem conhece as condições clínicas do doente, incluindo a existência simultânea de possíveis doenças do coração. Desse modo, médico e paciente poderão chegar a uma estratégia possível e individualizada, em comum acordo.